sexta-feira, junho 07, 2013

SE OS AMERICANOS OLHAM O BANHEIRO ALHEIO, SERÁ QUE ESTAMOS FAZENDO O MESMO?

foto (www.techtudo.com.br)


Se o Estado não respeita a privacidade, pelo menos temos essa sensação, mas se temos a certeza que isto não ocorre e que estamos sendo monitorados 100% em nossas ações, já que contas bancárias, os telefones, os rastreadores de automóveis, os extratos dos cartões de crédito dizem parte do que já fazemos, é preciso urgentes ações democráticas para combater essas ações ilegais de invasão de privacidade.

O acesso irrestrito as nossas informações é perigoso e não pode ser tolerado pelo Governo Brasileiro e por um Estado Democrático de Direito, quando isto é subentendido em informações do escândalo da bisbilhotagem americana. O nosso governo não pode ficar calado, como se fôssemos o quintal do vizinho americano. 

Se os americanos olham o banheiro alheio, inclusive o nosso banheiro, a internet. Temos que nos certificar se o nosso governo não está fazendo o mesmo. Afinal, a cartilha pode ser a mesma, como já foi em outras épocas. E, aqui no Brasil, políticos do alto escalão, já se utilizaram das prerrogativas do cargo e do poder do Estado para quebrar o sigilo da privacidade ilegalmente. O caso do ex-Ministro da Fazenda Antonio Palocci Filho pode ter sido a ponta o iceberg ou não? 

Os americanos preferiram dizer: Olha desculpa, mas eu bisbilhotei o teu banheiro. Com isto, você, sua mulher, seus filhos tiveram a privacidade invadida, desnudada, não vou fazer mais! Isto é grave numa democracia.

Nem o terrorismo pode ser motivo para que a nossa privacidade não seja respeitada. Se há suspeitos, que a Justiça autorize ou não a quebra de sigilo. O alvo de crimes pode ser investigado, mas não ao sabor da irregularidade. Então, nos temos que lutar, nos conscientizar que a privacidade é tão sagrada quanto a informação legal. A nossa Constituição diz no art. 5º, inciso X:

X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito à indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação;

Veja o disse a reportagem dos jornais “The Guardian” e “The Washington Post” republicados no G1:

 Caso um analista de inteligência precise de dados do Facebook, ele terá acesso especial a um serviço de busca e monitoramento “extensivo” que cobre “os diversos serviços da rede social”. O Skype estaria disponibilizando qualquer áudio, chat, comunicação de vídeo, transferência de arquivo “quando ambas as pontas da comunicação são computadores” e comunicação de áudio “em que um dos terminais é um telefone convencional”.

"Os documentos foram vazados ao “Post” por um agente de inteligência, que tem contato direto com o sistema e ficou “horrorizado com suas capacidades”. “De forma bem literal, eles podem observar suas ideias se formando conforme você digita”, disse o agente ao jornal".

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