quarta-feira, julho 14, 2010

A VIOLÊNCIA DEVE SER COMBATIDA EM TODAS AS SUAS FORMAS

   Navegando pela rede vi uma página com uma chamada interessante: "Quem bate na mulher machuca a familia inteira". Uma iniciativa do Portal Violência contra a Mulher (http://copodeleite.rits.org.br/apc-aa-patriciagalvao/home/capa_portal.shtml) do Instituto Patrícia Galvão. A vida moderna não dá mais espaços para o machismo. Segundo Aurélio o machismo é: "Atitude ou comportamento de quem não aceita a igualdade de direitos para o homem e a mulher, sendo contrário, pois, ao feminismo." Quando há violência contra a mulher toda a família é atingida, os  filhos, os pais, os sogros, os irmãos, etc. Assim, o cartaz é objetivo é direto ao homem violento.
   A violência contra a mulher é só uma parte da violência, pois ela existe contra as crianças, os pobres, os índios, etc. A violência contra a mulher é só uma parte da violência. Pois há outras violências que devem ser combatidas também, tais como:  a violência da polícia contra o cidadão, contra os animais, etc. Por outro lado, a violência é o ato de constranger,  de bater, de não respeitar, de perturbar o  psique da pessoa. 
   A violência anda em sentido contrário ao ser cristão. Quem é violento e não respeita o direito do outro ser, vai de encontro aos princípios cristãos. A violência parte de alguns seres humanos, homens e mulheres, mas há homens que a praticam de uma forma brutal, principamente, contra as mulheres, já que alguns não aceitam a liberdade e igualdade  de direitos entre homens e mulheres. Mas, também há mulheres que praticam a violência contra crianças. Assim, o mosaíco da violência é diversificado. 
   O Estado Brasileiro tem empreendido esforços e leis para combater a terrível violência que vem ocorrendo contra a mulher e a criança. Mas, o combate da violência contra a mulher é extensivo a toda a família. De modo que a campanha feita pelo Instituto Patrícia Galvão é simples e objetiva, e merece o nosso registro e elogio.
   Lendo uma SMS de Lígia, minha irmã, que dizia apenas estou repassando, transcrevo abaixo, das letras de José Saramago...

"Se para muitxs é muito absurdo entender que a imposição da violência por homens às mulheres, quando essxs tiveram alguma relação afetiva, sexual, familiar e/ou de coabitação, diz respeito a uma criação social/psicológica em que homens se entendam no direito de minar física e psicológicamente as consiciências e liberdades de corpos e agência das mulheres, direito de recorrer à uma dita natureza/necessidade violenta. Se não entendem que piadas machistas, servem para legitimar assassinatos de Eliza, Mércia, Fernanda, Eloá, Leide, assim como comentários do tipo: "também, ela era uma Maria Chuteira", "mas ela era uma puta". Se é difícil dar credibilidade a mulheres que vão às ruas há anos para denunciar o feminicídio no México, os feminicídios na Europa, América Latina, se não consegue entender que essas mulheres estão denunciando algo concreto, sistemático e peverso que diz respeito a todos e todas.

"Então, quem sabe a voz de um homem, como José Saramago, tenha mais legitimidade do que todas as denúncias, órgãos, organizações e movimentos feministas que se esforçam diariamente para que a Lei Maria da Penha seja de fato compreendida e aplicada no Brasil onde as lutas feministas começaram pelo direito à vida, em contraposição às jurisprudência de vinte anos atrás em que homens podiam matar ex-namoradas, ex-esposas, esposas, namoradas, amantes e não sofrerem punição por serem considerados crimes passionais: "violenta emoção" e "legitima defesa da honra" eram as justificativas judiciais. Fica esse texto de José Saramago (resguardadas suas limitações), para quem está no conforto e sente graça das "piadas" misóginas e, também, para quem está sempre a procura de ampliar a luta pelo direito de vivermos sem violências impostas.

 

http://caderno.josesaramago.org/2009/07/27/problema-de-homens/

 

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