terça-feira, julho 26, 2011

QUEM FOI JOÃO PESSSOA?

   Hoje 26 de julho, é feriado estadual no Estado da Paraíba em homenagem a memória de João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque, foto a direita (Google Imagens), nascido em 24 de janeiro de 1878 e assassinado em 26 de julho de 1930. Você sabe quem foi? Ele era sobrinho do Presidente a República Epitácio Lindolfo da Silva Pessoa e formado em direito pela Faculdade de Direito do Recife-PE. Exerceu vários cargos públicos, foi Ministro do Superior Tribunal Militar, cargo em que se aposentou para se candidatar ao governo do Estado da Paraíba. Eleito, governou de 1928 a 1930, fez  importantes reformas estruturais no Estado, entre elas saneou as finanças, trazendo o descontentamento dos grandes fazendeiros, entre eles, o coronel José Pereira Lima, que era chefe de política no Município de São José de Princesa. 
  
Os inimigos políticos e as circunstâncias não deixaram João Pessoa viver para continuar a sua vida política, sendo assassinado na Rua da Palma, na cidade do Recife-PE, pelo jornalista João Eduardo Dantas.  O pivô do crime, além da política, foi a violação das cartas amorosas da professora e poetisa Anaíde Beiriz, foto a esquerda (Google Imagens) que morava na cidade de Cabelo, mulher com quem João Dantas tinha um romance. Quem ganhou com isto foi Getúlio Vargas, já que João Pessoa fazia oposição a política dos tenentes e sua morte foi motivo propagador para a "revolução".

 Visite as páginas abaixo e leia mais sobre João Pessoa e assuntos relacionados:
  Veja o que diz o professor Carlos Teles do Rio de Janeiro, que visitou a capital da Paraíba:

"(...) Fiquei sabendo em menos de duas horas pela narrativa simpática e divertida guia, a Sra. Cacilda, que João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque, era sobrinho de um ex-presidente da república, Epitácio Pessoa, fora ministro do Superior Tribunal Militar e que por isso nutria um enorme ódio, de recíproca verdadeira, contra os tenentes da Coluna Prestes, sendo o responsável pela sua sistemática perseguição. Largou o cargo para ser presidente do estado da Paraíba em 1928 (naquela época os governadores estaduais eram chamados de presidente), eleito em chapa única. Seu governo internamente foi bastante tumultuado, pois mesmo ele sendo um membro da oligarquia local, confrontou por demais com os interesses de poder dos mesmos, como a tributação de produtos comercializados no interior para outros estados, em especial Pernambuco, gerando uma revolta que alcançou vias de guerra civil. Nisso JP como um bom simpatizante do fascismo, fez o disparate de comprar um avião para bombardear o interior, mas não conseguiu fazer por causa das bombas que não cabiam no avião e assim mesmo mandou sobrevoar a região em rebelião jogando panfletos ameaçando bombardear caso não se rendessem... Como se diz na gíria atual, o implicante JP “bateu de frente” com quase a totalidade das figuras publicas paraibanas, com alguns episódios contados sobre birras que beiram o hilário anedotário, todos eles com muitos bons motivos para tirar a vida do sujeito. Mas o autor da façanha, João Duarte Dantas, o matou (já então candidato a vice presidente na chapa de Getúlio Vargas na famosa união de RS, MG e PB contra a chapa de Julio Prestes no rompimento do rodízio político do “café-com-leite”) em um restaurante na cidade de Recife, por motivos não políticos. Apesar do advogado e jornalista João Dantas ser partidário dos coronéis do interior no episódio da revolta, o motivo dele ter assassinado JP foi a de que cartas abordando o seu relacionamento amoroso com a sua namorada Anaíde Beiriz foram divulgadas nos jornais, o que na mentalidadeda época era uma questão de honrar o nome da moça.
   O que veio a seguir em nível nacional já conhecemos um pouco melhor, e conclui-se que JP morto foi bem mais útil para Getúlio Vargas chegar ao poder do que seria se estivesse vivo...
Até os dias atuais a elite política paraíbana é dividida entre os contrários e favoráveis a JP, tanto que quando a cidade mudou seu nome de Cidade da Paraíba para João Pessoa, um plesbiscito popular foi previsto para confirmar a descisão, mas até hoje não foi realizada por pressoes da oposição. É um interessante exemplo de como a História explica certos fenômenos políticos e sociais atuais, mostrando que em certos casos a morte não é necessessariamente o fim de tudo...(...)"
 Veja o site do professor: http://carlosteles.blogspot.com/

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