quarta-feira, março 16, 2011

O TERREMOTO DO JAPÃO EXPÕE A FRAGILIDADE DE USINAS NUCLEARES (meio ambiente)

foto (Google Imagens & not1.com.br)
O terremoto do Japão expõe a fragilidade das estruturas das usinas nucleares não só do Japão, mas de outros países do mundo, inclusive do Brasil. Apesar das opiniões na  imprensa de técnicos brasileiros de que a situação do Brasil é diferente, nós não estamos livres de ocorrer um desastre nuclear no Brasil. 
foto (Google Imagens & oddee.com.br)
A natureza não é domável e nos últimos  anos vimos como pode ocorrer desastres naturais no Rio de Janeiro destruindo as estruturas de cidades e por que não das nossas usinas nucleares? Será que onde está localizado as nossas usinas nucleares está livre de desastres naturais?
   Um desastre nuclear no Brasil seria  um prejuízo incalculável  para a população do Rio de Janeiro. O acidente nuclear do Japão mostra como há fragilidade do sistema e das estruturas das atuais usinas nucleares.
   É preciso que os políticos brasileiros, os técnicos em energia nuclear avaliam a possibilidade real de uma acidente nuclear. O que o povo quer é ser informado. Temos que atentar que o Japão um país do primeiro mundo não foi capaz de evitar uma tragédia que certamente não ficará apenas nas suas fronteiras, já que o meio ambiente é global. Imaginem se isto ocorre no Brasil? A tragédia do Japão mostra que o uso da energia nuclear deve ser aos poucos substituída por fontes novas e limpas de energia. 

  Veja o que diz  um relatório encomendado para o  Greenpeace Internacional por Helmut Hirsch, Oda Becker, Mycle Schneider e Antony Froggatt em bril de 2005:

"No dia do 19º aniversário do acidente em Chernobyl (1), onde morreram 30 mil pessoas e três milhões foram atingidas, o Greenpeace lança um relatório sobre o risco das usinas nucleares no mundo, comprovando a deficiência deste tipo de energia. O estudo mostra que devido à idade dos reatores, a falhas já apresentadas e à desregulamentação do mercado, o risco de acidentes nos reatores instalados nos países altamente industrializados (na Europa, América do Norte e Ásia) está maior do que nunca. Um acidente envolvendo estes reatores poderia ser mais severo que o de Chernobyl.

As principais conclusões do relatório apresentado em Viena numa reunião sobre segurança nuclear da Agência de Energia Atômica Internacional (2) são:

- Todos os reatores em operação têm falhas de segurança que não podem ser eliminadas com atualizações tecnológicas no sistema de segurança;

- Um acidente de grande porte num reator de “água leve” (a grande maioria dos reatores em operação no mundo utilizam esta tecnologia) poderia causar um vazamento de radioatividade centenas de vezes maior que o de Chernobyl, resultando em mais de um milhão de mortes por câncer e na remoção de pessoas em grandes áreas (até 100.000 km2);

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